PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ENCORAJA DINAMIZAÇÃO DOS PALOP

PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ENCORAJA DINAMIZAÇÃO DOS PALOP

Luanda – O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, considerou, nesta terça-feira, ser essencial criar entendimentos para dinamizar a organização dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) no interesse dos Estados membros.

João Lourenço discursava na abertura da Conferência de Chefes de Estado e de Governo dos PALOP que, entre outros pontos, deve formalizar a adesão da República de Timor Leste a membro observador do Fórum PALOP e a Guiné Equatorial a membro de pleno direito.

Na condição de Presidente em exercício do Fórum PALOP, o Presidente da República exortou a unidade, determinação, perspicácia e firme vontade política, de forma a transformar os países membros em lugares de progresso e bem-estar para todos.

O Chefe de Estado angolano sugeriu a concertação regular de posições, para a salvaguarda dos interesses africanos em fóruns nacionais e internacionais, a fim de impulsionar o desenvolvimento.

Na sua intervenção, o Presidente João Lourenço disse acreditar que se os PALOP fossem capazes de potenciar o uso das capacidades materiais e intelectuais que cada uma das nações possui, estaria em condições  de se complementar em domínios como os da educação, saúde, defesa e segurança.

O Estadista pediu a adopção de posicionamentos estratégicos consensuais sobre as questões climáticas, para evitar a formulação de decisões que condicionem o direito ao desenvolvimento e que afectem as condições favorecidas pela natureza.

Falou também do impacto danoso, para a economia africana, causado por factores como a volatilidade dos preços das matérias-primas e a pandemia da Covid-19.

No encontro, que decorreu por videoconferência, o Presidente da República solicitou aos parceiros internacionais “muita compreensão e solidariedade” para que África se recomponha dos estragos e dos prejuízos que a crise sanitária global provocou e para que se corrija a actual realidade do difícil acesso às vacinas.

João Lourenço manifestou preocupação com o clima de instabilidade e conflito permanente que prevalece no continente, que agrava os dramas sociais e humanitários que as populações enfrentam.

Particularizou a situação de Moçambique, de alguns países da Região dos Grandes Lagos, da África central, bem como do Sahel.

Após valorizar a solidariedade entre os PALOP na luta pela autodeterminação dos povos africanos contra o colonialismo, no alcance da liberdade e da soberania, rendeu homenagem aos pais das independências africanas, tendo destacado os ideais de construção de uma África próspera, unida, desenvolvida e com voz no concerto das nações.

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